sábado, 30 de maio de 2009

A água que vem da Cantareira

Em 1996, teve início a construção do atual Sistema Cantareira destinado a desempenhar um papel fundamental na solução dos problemas de abastecimento da Grande São Paulo. São seis grandes represas, 48 quilômetros de túneis e canais. Sua área total tem aproximadamente 227.950 hectares (2.279,5 Km²) e, atualmente, o Sistema Cantareira é uma das maiores estações de tratamento de água da América Latina.

Cidades que se desenvolveram no antigo Egito, após a revolução agrícola que ocorreu cerca de 5.000 anos antes de Cristo, o fizeram próximas a rios que atendessem a suas demandas domésticas e agrícolas. Posteriormente, a água corrente também passou a ser utilizada na movimentação de máquinas que cortavam madeira, em moinhos e grãos e finalmente em processos industriais. “Paralelamente, o baixo custo associado ao uso de enormes quantidades de água tem sido um dos pilares do desenvolvimento de nossa sociedade”, afirma o engenheiro ambiental Danilo Cruz. Até os dias atuais, após seu uso nas mais diversas atividades, a água ainda é geralmente descartada para o corpo receptor mais próximo, muitas vezes sem que passe por qualquer tipo de tratamento.

A região metropolitana de São Paulo, com seus 39 municípios e mais de 19 milhões de habitantes, apresenta uma taxa de crescimento significativa. Por isso, torna-se cada vez mais importante a criação de uma infra-estrutura adequada para que as necessidades básicas da comunidade sejam convenientemente atendidas. No setor de abastecimento de água, não basta acompanhar o ritmo vertiginoso do crescimento econômico populacional da região. É necessário superar esse ritmo, para que melhores índices de atendimento sejam alcançados. Por isso, estão sendo realizadas obras que ampliarão substancialmente a adução de água para a Grande São Paulo.

Abastecendo aproximadamente 10 milhões de habitantes da Grande São Paulo, a história do aproveitamento dos mananciais, ao norte da Capital, remonta ao final do século passado, quando foram construídos os primeiros tanques de preservação. São produzidos cerca de 33 mil litros de água por segundo para o abastecimento, o que corresponde a quase metade de toda a água consumida pelos habitantes da Grande São Paulo. “Para produzir esta quantidade de água, o Sistema Cantareira faz a transposição entre duas bacias hidrográficas, importando água da Bacia do Piracicaba para a Bacia do Alto Tietê”, conta a gestora ambiental Helena Gaia, que trabalha no Sistema há cinco anos.

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