sábado, 20 de março de 2010

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sábado, 30 de maio de 2009

Materiais recicláveis são aproveitados para a criação de arte e artesanato

A utilização de materiais recicláveis oriundos do lixo doméstico pode servir de arte e artesanato gerando emprego e renda para os trabalhadores envolvidos, além de capacitar profissionalmente os trabalhadores envolvidos, melhorando a auto-estima dos mesmos.

Projetos como o´´Arte com PET´´ que existe há 10 anos e tem como responsável a artista DENISE MENNELLA que recicla materiais provenientes do lixo doméstico e os aproveita criando peças vendidas para empresas e escolas, além de realizar palestras, executar oficinas com funcionários e estudantes.

A artista faz trabalhos por encomenda para algumas empresas, tipo arranjos florais em PET (Poli Tereftalato de Etileno) e brindes como material reutilizado com o intuito de valorizar o uso do que iria virar lixo.

Segundo DENISE, há o reconhecimento por parte da população mas falta um apoio maior dos órgãos governamentais já que a artista não tem patrocínio.

A realização do projeto pela artista ocorreu após a verificação por parte da artista no site do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia de Estatística) do ano de 2004, constando que cada paulistano produz uma média de 1.05 quilo de lixo por dia. Somando, obtêm-se 25.68 toneladas até o fim de vida de cada habitante.

Denise ainda afirma que daqui há alguns anos não haverá onde armazenarmos tanto lixo, sendo fundamental o processo de reciclagem, mas antes deve-se diminuir ao máximo a quantidade de lixo produzida, reutilizar tudo o que for possível e então reciclar.´´Não é porque um material é reciclado que vamos consumir cada vez mais dele, a reciclagem não é uma solução total para o problema do lixo. Ela apenas minimiza as conseqüências´´.

Dentre os materiais criados pela artista estão: folhagem em vaso revestido, montado com garrafa PET e caixa longa vida; vaso ovalado com textura de areia, montado com jornal, papelão de caixa de sabão e areia; suporte para vela tendo como materiais garrafa PET de coca cola e cola quente colorida; esculturas; caixa multiuso feita com caixa de pizza e jornal, além de trabalhos diferenciados havendo o aproveitamento desde garrafas PET até caixas de fósforo.

Além das suas atividades com os catadores, a Coopamare realiza um trabalho de capacitação profissional dirigido a adolescentes, na Oficina-Escola de Artes e Reciclagem. Contando com a colaboração de um grupo de artistas plásticos, os jovens aprendem a produzir papel artesanal, criar produtos e desenvolver objetos de arte e de decoração a partir do material reciclável. A produção de papel artesanal reflete positivamente nos catadores e moradores da região porque aproxima a comunidade local, que vê e participa concretamente de um processo de reciclagem.

Mas o papel da Oficina-Escola envolve também um caráter artístico, pois a produção de papel artesanal é uma atividade que agrega arte e criatividade ao processo de reciclagem.

Reciclagem de lixo gera renda e inclusão social

As cooperativas de lixo realizam um trabalho fundamental para que processos de armazenamento de lixo como o aterramento, muito utilizado nos municípios brasileiros, e que provoca a geração de chorume (líquido escuro e altamente tóxico), gera odores desagradáveis e provoca a poluição do solo e das águas subterrâneas sejam evitados. Dentre os benefícios da reciclagem pode-se citar a preservação dos recursos naturais, economia de energia, diminuição da poluição do ar e das águas e principalmente geram emprego e renda para os trabalhadores envolvidos além da valorização da auto-estima dos catadores. A COOPAMARE (Cooperativa de Catadores Autônomos de Papel, Aparas e Materiais Reaproveitáveis) é uma cooperativa de trabalho sem fins lucrativos e conta com 80 catadores, entre cooperados e associados além de 120 catadores avulsos, que prestam serviços diariamente.

Localizada abaixo do viaduto Paulo VI, na região de Pinheiros, tem como área de atuação a região dos bairros de Perdizes, Consolação, Pinheiros e Jardim Paulista.
A cooperativa realiza a coleta de lixo que é um sistema de recolhimento de materiais recicláveis, tais como papéis, plásticos, vidros, metais e orgânicos, previamente separados na fonte geradora. Depois de recolhidos, esses materiais passam por uma triagem (separação por cores, tipos, tamanhos, etc.), lavagem, secagem, prensagem, moagem e enfardamento. Em seguida são vendidos às indústrias recicladoras.

A participação de empresas se dá através da doação de materiais, suporte técnico, assistência financeira e social, dentre as quais envolvem-se a CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem), Instituto Goethe, Siemens, Casacor, Zona D, OAF (Organização de Auxílio Fraterno), Tintas Nova Cor e Aprendiz Design Social.
Segundo o coletor de lixo Marcelo de Jesus Macário, a quantia de lixo para cada catador varia de acordo com o material e a COOPAMARE retém 20% do valor obtido nas reciclagens, valor que está destinado a manter os gastos locais e pagamento dos funcionários.

Além das cooperativas de lixo há outras maneiras de remunerar o trabalhador envolvido com a reciclagem através de projetos como o realizado no bairro de Santana onde são produzidas bolsas feitas com lacres de latinhas de alumínio
Essa atividade é realizada pela Pastoral da Criança e segundo o diretor do projeto Ricardo Alves, engloba 30 pessoas participantes da construção das bolsas custando cada uma 20 reais e são confeccionadas em cerca de dois dias.

O levantamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2004, no Brasil, mostrou que o número de trabalhadores informais soma 38.6% da população economicamente ativa o que representa 13.860.868 pessoas, das quais, 200 mil trabalham com a reciclagem de lixo urbano.

O Brasil produz diariamente cerca de 241.614 toneladas de resíduos sólidos e apenas 55.571,22 recebem tratamento de reciclagem.

Em pesquisa realizada no ano de 2003, o IBGE constatou que o trabalho informal gerou 17.6 bilhões de receita deixando clara a importância da reciclagem nos aspectos financeiro e principalmente ambiental.

O mercado da reciclagem no Brasil e especificamente no município de São Paulo permite a recuperação e a reciclagem de aparas que seriam endereçadas à disposição final.Os 200.000 trabalhadores envolvidos no processo encontram-se nas ruas, em centrais de reciclagem ou em cooperativas de beneficiamento.

Água: você sabia?

- Cerca de 1/3 da população mundial vive em países onde a falta de água vai de moderada a altamente impactante e o consumo representa mais de 10% dos recursos renováveis da água.

- Mais de 1 bilhão de pessoas tem problema de acesso à água potável; 2,4 bilhões não têm acesso a saneamento básico.

- Falta de acesso à água de boa qualidade e ao saneamento resulta em centenas de milhões de casos de doenças de veiculação hídrica e mais de 5 milhões de mortes a cada ano. Estima-se que entre 10 mil a 20 mil de crianças morrem todos os dias vítimas de doenças de veiculação hídrica.

- Mais de 20% de todas as espécies que vivem em água doce estão ameaçadas ou em perigo em razão da construção de barragens, diminuição do volume de água e danos causados por poluição e contaminação.

- Cerca de 37% da população mundial vive próximo à costa, onde o esgoto doméstico é a maior fonte de contaminação.

- Há preocupação adicional com as conseqüências das mudanças globais no ciclo da água no planeta e na conservação

- Cerca de 70% do corpo humano consiste em água.

- Uma pessoa necessita de no mínimo 5 litros de água por dia para beber e cozinhar e 25 litros para higiene pessoal.

- Mulheres e crianças em muitos países em desenvolvimento viajam em média de 10 a 15 km todos os dias para obter água.

- Uma pessoa sobrevive apenas 1 semana sem água.

- O consumo diário de água por uma pessoa de 90 Kg é de cerca de 3 litros (obtidos através de água pura, outras bebidas e alimentação).


Fonte: http://www.mananciais.org.br/

Como Ganhar Dinheiro Economizando Água

Captação da água da chuva

Conservação da água

De onde vem a água?

Para saber de onde vem a água que você consome, consulte o link abaixo:

http://www.mananciais.org.br/site/deondevem/index.html

Água: saiba como usar

A água é um recurso fundamental para a existência da vida na forma como a conhecemos atualmente. Nosso planeta compreende um volume de aproximadamente 1,4 bilhão de quilômetros cúbicos de água, que cobre cerca de 71% da superfície da Terra. Assim, é certamente a espécie química mais abundante no planeta, podendo ser encontrada em estados sólido, líquido e gasoso. Apesar disso, muitas localidades ainda não têm acesso a quantidades de água com características de potabilidade adequadas às necessidades do consumo humano.

Veja abaixo algumas dicas sobre como economizar água:

No banheiro:
- Se molhar a escova, fechar a torneira enquanto escova os dentes e enxaguar a boca com um copo d’água, consegue economizar mais de 11, 5 litros de água na casa e 79 litros no apartamento.
- Colocar um tampão na pia e fazer um pequeno tanque de meio litro para lavar o rosto e se barbear sem que a torneira fique aberta.
- Fechar a torneira ao se ensaboar durante o banho.

Na cozinha:
- Limpe os restos dos pratos e panelas com uma escova e jogue no lixo; coloque água a te a metade da pia para ensaboar, enquanto isso, feche a torneira; coloque água novamente para enxaguar.
- Ligar a lavadora de louça apenas quando ela estiver cheia, pois o gasto de água para pouca ou muita louça é o mesmo.

Na hora de lavar roupa:
- Só usar a máquina quando estiver com sua capacidade total.
- Já um tanque com a torneira meio aberta por 15 minutos pode chegar a gastar 117 litros na casa e 279 litros no apartamento. Por isso, o melhor é deixar acumular roupa, colocar a água no tanque para ensaboar, deixando a torneira fechada. Depois, colocar a água para enxaguar.

Hábitos mudados, vantagens para todos:
- Um hábito é regar jardins e plantas durante 10 minutos, gastando-se 186 litos de água. No entanto, a rega pela manhã ou à noite (no verão) reduz a evaporação, economizando água. Mangueira com esguicho-revólver também ajuda.
- Muita gente gasta até 30 minutos lavando carro. Com uma mangueira não muito aberta, gasta 216 litros de água. Torneira meio aberta, 560 litros. Mas se lavar o carro uma vez por mês usando um balde (10 litros) para molhar, ensaboar e enxaguar, pode chegar a um consumo de apenas 40 litros.
- E aqueles que lavam calçadas utilizando o esguicho como vassoura? Em 15 minutos, lá se vão 279 litros de água. Por que tanta lavação, se pode usar mais a vassoura?
Pinga-pinga...importante!
- Gotejando, gotejando, uma torneira chega a 46 litros por dia de desperdício, isto é, 1.380 litros por mês. Ou seja, mais de um metro cúbico por mês. Conta mais alta...
- Um filete de mais ou menos 2 milímetros, 4.140 litros por mês.
- E um filete de 4 milímetros 13.260 litros por mês de desperdício.
- Um buraco de 2mm no encanamento, para uma pressão de 15 metros de coluna de água desperdiça, aproximadamente, 3.200 litros por dia.

Para saber mais: http://www.sabesp.com.br/

A água que vem da Cantareira

Em 1996, teve início a construção do atual Sistema Cantareira destinado a desempenhar um papel fundamental na solução dos problemas de abastecimento da Grande São Paulo. São seis grandes represas, 48 quilômetros de túneis e canais. Sua área total tem aproximadamente 227.950 hectares (2.279,5 Km²) e, atualmente, o Sistema Cantareira é uma das maiores estações de tratamento de água da América Latina.

Cidades que se desenvolveram no antigo Egito, após a revolução agrícola que ocorreu cerca de 5.000 anos antes de Cristo, o fizeram próximas a rios que atendessem a suas demandas domésticas e agrícolas. Posteriormente, a água corrente também passou a ser utilizada na movimentação de máquinas que cortavam madeira, em moinhos e grãos e finalmente em processos industriais. “Paralelamente, o baixo custo associado ao uso de enormes quantidades de água tem sido um dos pilares do desenvolvimento de nossa sociedade”, afirma o engenheiro ambiental Danilo Cruz. Até os dias atuais, após seu uso nas mais diversas atividades, a água ainda é geralmente descartada para o corpo receptor mais próximo, muitas vezes sem que passe por qualquer tipo de tratamento.

A região metropolitana de São Paulo, com seus 39 municípios e mais de 19 milhões de habitantes, apresenta uma taxa de crescimento significativa. Por isso, torna-se cada vez mais importante a criação de uma infra-estrutura adequada para que as necessidades básicas da comunidade sejam convenientemente atendidas. No setor de abastecimento de água, não basta acompanhar o ritmo vertiginoso do crescimento econômico populacional da região. É necessário superar esse ritmo, para que melhores índices de atendimento sejam alcançados. Por isso, estão sendo realizadas obras que ampliarão substancialmente a adução de água para a Grande São Paulo.

Abastecendo aproximadamente 10 milhões de habitantes da Grande São Paulo, a história do aproveitamento dos mananciais, ao norte da Capital, remonta ao final do século passado, quando foram construídos os primeiros tanques de preservação. São produzidos cerca de 33 mil litros de água por segundo para o abastecimento, o que corresponde a quase metade de toda a água consumida pelos habitantes da Grande São Paulo. “Para produzir esta quantidade de água, o Sistema Cantareira faz a transposição entre duas bacias hidrográficas, importando água da Bacia do Piracicaba para a Bacia do Alto Tietê”, conta a gestora ambiental Helena Gaia, que trabalha no Sistema há cinco anos.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

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Postos de coleta de materail reciclávem em Sampa

Confira os endereços dos postos de coleta de material reciclável em Sampa:

Zona Leste

Zona Norte


Zona Oeste


Zona Sul


Centro

Tempo de decomposição do lixo

3 meses
A lignina, substância que dá rigidez às células vegetais, é um dos componentes mais importantes do papel. Ela não se decompõe facilmente, pois suas moléculas são maiores do que as bactérias que as destroem. Num lugar úmido, o papel leva três meses para sumir e ainda mais do que isso em local seco. Além disso, um papel absorvente dura vários meses. Jornais podem permanecer intactos por décadas.

6 meses
A deterioração de um fósforo de madeira começa com a invasão da lignina — seu principal ingrediente — por hordas de fungos e insetos xilófagos, os que comem madeira. O processo é lento e, em um ambiente úmido, um fósforo não se destrói até que se passe cerca de seis meses.

6 a 12 meses
Os microorganismos, insetos e outros seres invertebrados geralmente transformam a matéria orgânica de forma eficaz. No entanto, o miolo de uma maçã, que se decompõe em uns seis meses em clima quente, pode conservar-se por um ano num lugar mais ameno. Isso porque o orvalho (e a neve nos países frios) dificulta a proliferação dos micróbios e diminui sua capacidade devoradora.

1 a 2 anos
Um cigarro pode demorar de um a dois anos para se decompor, tempo em que as bactérias e fungos digerem o acetato de celulose existente no filtro. Jogar um cigarro sem filtro no campo é menos nocivo, uma vez que o tabaco e a celulose levam quatro meses para sumir. Contudo, se jogado no asfalto, o tempo de vida da bituca é maior.

5 anos
Um chiclete jogado no chão começa a ser destruído pela luz e pelo oxigênio do ar, que o fazem perder a elasticidade e a viscosidade. Como a goma contém resinas naturais e artificiais, além de açúcar e outros ingredientes, o processo pode durar até cinco anos. A pulverização do chiclete é mais rápida se ele grudar no sapato de algum distraído.

10 anos
Os metais, em princípio, não são biodegradáveis. Uma lata de aço se desintegra em uns dez anos, convertendo-se em óxido de ferro. Em dois verões chuvosos, o oxigênio da água começa a oxidar as latas feitas de aço recoberto de estanho e verniz. Já uma lata de alumínio não se corrói nunca. E boa parte dos refrigerantes é vendida em latas de alumínio.

mais de 100 anos
As boas qualidades do plástico — sua durabilidade e resistência à umidade e aos produtos químicos — impedem sua decomposição. Como esse material existe há apenas um século, não é possível determinar seu grau de biodegradação, mas estima-se que uma garrafa de plástico demoraria centenas de anos para desaparecer.

4000 anos
O vidro não se biodegradará jamais. Sua resistência é tamanha, que arqueólogos encontraram utensílios de vidro do ano de 2000 a.C. Por ser composto de areia, sódio, cal e vários aditivos, os microorganismos não conseguem comê-lo. Um recipiente de vidro demoraria 4.000 anos para se desintegrar pela erosão e ação de agentes químicos.

O que há no lixo
Composição aproximada do lixo recolhido na coleta seletiva da cidade de São Paulo. A coleta seletiva representa 0,8% do total produzido: 12.000 toneladas por dia, o maior volume do País. Desse valor, 87% vai para quatro aterros sanitários da metrópole.
Plástico 7%
Metais 10%
Vidro 13%
Matéria orgânica e resíduos 20%
Papel 50%

Fonte: Folha Verde

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Geração sustentável

Consuelo Yoshida é desembargadora e professora, atua no Tribunal Federal da 3ª Região, em São Paulo. Ela é grande divulgadora dos preceitos da Responsabilidade Socioambiental, por meio de palestras que oferece a empresas públicas e privadas. Foi em uma dessas ministrações, na semana passada, que tive a oportunidade de conversar com ela.

A palestra ofereceu a funcionários de um órgão público e abordou essa questão de maneira profunda, traçando um panorama do processo de poluição desde a Revolução Industrial, no século XVII, até os dias de hoje. Munida de fotos que apresentavam os atuais contextos de degradação de florestas, disparidades sociais e poluição, a desembargadora explicou aos presentes a importância da economia de energia ou de materiais para a preservação do meio ambiente.

A desembargadora comentou sobre a mobilidade da atual geração na preocupação da preservação do meio-ambiente e que essa postura já é natural e inclusive instalada na educação escolar de hoje em dia. Atitudes como a captação d’água da chuva para utilização, reciclagem de lixo e coleta seletiva ajudam na preservação do meio-ambiente, embora segundo reportagem do Fantástico do dia 17/05, ações como essas ainda são escassas no país.

“Isso acontece porque a pessoa já não fica mais cômoda de só ela usufruir dos serviços da cidade, ou seja, ela também se preocupa em como um deficiente vai entrar no ônibus ou transitar nos elevadores. Isso já é uma realidade mais próxima da nova geração. Sempre haverá essa fase de transição, a qual eu não vejo com pessimismo. Deve existir essa mentalidade, pois o planeta fica e nós é que vamos”, afirmou Yoshida.

Um importante ponto destacado pela desembargadora é a ganância que ainda existe em querer lucrar com negócios ilegais, como a venda de animais exóticos e em extinção e a extração de madeira não certificada. Com isso, faz-se necessária que os consumidores, que somos nós adotem medidas de fiscalização para deter o comércio ilegítimo. “Toda atividade humana degrada o ambiente. Portanto, precisa exister uma compensação, ou seja, aquilo que é inevitável, você deve compensar, como plantar árvores para neutralizar as emissões de gás carbônico. Embora, matematicamente falando, teria de ser muitas árvores para equilibrar as emissões de CO2 das atividades humanas. Porém, as pessoas estão mais conscientes. Só o fato de deixar o carro em casa e ir para os lugares de bicicleta, já é uma demonstração de conscientização”, explica a entrevistada.

O chamado “Marketing de Causa”, que é a adoção dos valores de salvaguarda da natureza por uma empresa, seja ela pública ou privada, é fundamental para a adaptação, educação e conscientização da população. Ainda que haja benefícios tributários envolvidos. Entretanto, o preço de produtos de certificação legal ainda são altos e, portanto, restritos a uma grande parcela da população. Segundo Yoshida, se os consumidores passarem a comprar e exigir legalidade dos produtos que consomem, mais empresas irão adotar os ideais da responsabilidade socioambiental e assim, diminuir os custos e o mercado ilegal.

“A responsabilidade socioambiental tem o limite obrigatório que está nas leis e aquele “plus” que as pessoas fazem voluntariamente. Quando mostramos as normas da ISO 14.000, 9.000 ou 26.000, surgem posturas voluntárias do empresariado que quer ter um mercado melhor estabelecido dentro da competitividade. Se ela é uma empresa preocupada com o aspecto social, gestão ambiental e sustentabilidade, competitivamente, nesse mundo atual, ela tem mais mercado. Então, é nessa linha que devemos ir. Por isso, temos aquilo que é obrigatório por estar na lei, além dessas outras normas que são padronizadas para todos, mas que não são obrigatórias”, diz Yoshida.

A questão de trabalhos de caráter exploratório e degradante, como a função dos boias frias também foi invocada pela desembargadora. A mecanização da queima da palha de cana, que na maior parte do Brasil ainda é executada por estes trabalhadores, é uma solução para acabar com os problemas causados pelas queimadas ao meio-ambiente e com a miséria dessas pessoas e de cidades que dependem das indústrias sucroalcooleiras.

“Cada geração de pais trabalha para que seus filhos tenham uma vida mais confortável que a deles no futuro. Não é porque uma pessoa nasceu boia fria que os filhos dela também têm de ser. O mundo globalizado precisa de pessoas que dominem tecnologia de ponta. Não existe outra saída, têm de se capacitar e para isso existem as políticas sociais. Portanto, a responsabilidade socioambiental, na qual a contribuição é feita por todos e baseado no princípio da solidariedade, funciona muito bem. As empresas devem contribuir com esse incentivo, porque isso reverte na capacitação e profissionalização desses trabalhadores, o que significa vantagem para as empresas”, conclui a desembargadora.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Reciclagem da papel

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Como participar


Visualizar Sampa Sustentável em um mapa maior

Conhce alguma ação sustentável bacana em Sampa? Você também pode denunciar algum caso de agreção ao meio ambiente. Envie seu relato, foto ou vídeo para contato@sampasustentavel.com.br.

Não esqueça de enviar o endereço da ação para que ela seja localizada em nosso mapa

Equipe

Carolina Garcia - Natural de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Veio para São Paulo há quatro anos, onde trabalha como repórter especial do Portal iG. Ainda no interior, participou do projeto "Coleta JÁ" incentivando a reciclagem. Acredita que o Brasil precisa enfrentar uma reeducação ambiental.

Flávio Moreira - Palmeirense, jornalista, 22 anos. Atua profissinalmente como gestor de comunidades virtuais do UOL, blogueiro desde 2002, é também editor de Cinema & Jovem do Enteatro. Começou a se interessar por sustentabildiade ainda na escola, com os programas de coleta seletiva e reciclagem. Desde 2004 participa da equipe de conscientização ambiental da subprefeitura do Jabaquara. No Twitter: @flaviomoreira.

Jessica Sasaki - Nascida em São Bernando do Campo, atualmente mora no bairro de Interlagos. A campeã em jogos para Wii, deixa de lado a competição para fazer o que mais gosta: conscientizar a população sobre os problemas ambientais. Acha uma falta de respeito o descaso com o lixo, por isso promove a coleta seletiva em seu bairro desde 2005.

Marcus Godoy - Nascido no Mato Grosso do Sul, mas gaúcho de coração e residente na cidade de São Paulo há 5 anos. Acredita que a reciclagem e a divulgação de ideias que auxiliem para a redução de gases do efeito estufa contribuem para uma melhor qualidade de vida da população e maior durabilidade do planeta.

Paula Coelho - Paulistana do bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, trabalha como assistente editorial na produção de livros didáticos da Editora Moderna há dois anos. Filha de pais biólogos, desde pequena aprendeu a praticar a coleta seletiva do lixo e também sobre a importância da reciclagem. Em 2005, começou a participar da equipe de conscientização ambiental da subprefeitura de Pinheiros.

Sarah Pereira de Moraes - Há quatro anos em São Paulo para estudar Jornalismo - está no último semestre - tem grandes problemas com o lixo na cidade. Acha que não há nenhum comprometimento da prefeitura ou mesmo dos habitantes em reciclar. É de uma pequena cidade do interior paulista e lá a reciclagem de lixo é comum. Acredita que a cidade ainda está muito suja e a população não tem consciência do seu papel. Não existe um pensamento de cidadania nos brasileiros e de que nós também devemos preservar o patrimônio público. Está envolvida em projetos de melhoria de acessibilidade para pesoas com deficiência e mobilidade reduzida.

O que é o Sampa Sustentável?

Dirigido para universitários, o Sampa Sustentável é um blog que visa divulgar ações sustentáveis existentes na cidade de São Paulo. A inciativa nasceu a partir da vontade de seis jovens estudantes de jornalismo empenhados em propagar, divulgar e incentivar a sustentabilidade paulistana.

Além do trabalho editorial da equipe do Sampa Sustentável, o blog é alimentando principalmente pelo esforço colaborativo dos internautas. Cada ação sustentável é localizada em nosso mapa de acompanhamento e publciada como um novo post no blog.

Para saber como participar, clique aqui.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Sabão com óleo de cozinha

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