sábado, 30 de maio de 2009

Reciclagem de lixo gera renda e inclusão social

As cooperativas de lixo realizam um trabalho fundamental para que processos de armazenamento de lixo como o aterramento, muito utilizado nos municípios brasileiros, e que provoca a geração de chorume (líquido escuro e altamente tóxico), gera odores desagradáveis e provoca a poluição do solo e das águas subterrâneas sejam evitados. Dentre os benefícios da reciclagem pode-se citar a preservação dos recursos naturais, economia de energia, diminuição da poluição do ar e das águas e principalmente geram emprego e renda para os trabalhadores envolvidos além da valorização da auto-estima dos catadores. A COOPAMARE (Cooperativa de Catadores Autônomos de Papel, Aparas e Materiais Reaproveitáveis) é uma cooperativa de trabalho sem fins lucrativos e conta com 80 catadores, entre cooperados e associados além de 120 catadores avulsos, que prestam serviços diariamente.

Localizada abaixo do viaduto Paulo VI, na região de Pinheiros, tem como área de atuação a região dos bairros de Perdizes, Consolação, Pinheiros e Jardim Paulista.
A cooperativa realiza a coleta de lixo que é um sistema de recolhimento de materiais recicláveis, tais como papéis, plásticos, vidros, metais e orgânicos, previamente separados na fonte geradora. Depois de recolhidos, esses materiais passam por uma triagem (separação por cores, tipos, tamanhos, etc.), lavagem, secagem, prensagem, moagem e enfardamento. Em seguida são vendidos às indústrias recicladoras.

A participação de empresas se dá através da doação de materiais, suporte técnico, assistência financeira e social, dentre as quais envolvem-se a CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem), Instituto Goethe, Siemens, Casacor, Zona D, OAF (Organização de Auxílio Fraterno), Tintas Nova Cor e Aprendiz Design Social.
Segundo o coletor de lixo Marcelo de Jesus Macário, a quantia de lixo para cada catador varia de acordo com o material e a COOPAMARE retém 20% do valor obtido nas reciclagens, valor que está destinado a manter os gastos locais e pagamento dos funcionários.

Além das cooperativas de lixo há outras maneiras de remunerar o trabalhador envolvido com a reciclagem através de projetos como o realizado no bairro de Santana onde são produzidas bolsas feitas com lacres de latinhas de alumínio
Essa atividade é realizada pela Pastoral da Criança e segundo o diretor do projeto Ricardo Alves, engloba 30 pessoas participantes da construção das bolsas custando cada uma 20 reais e são confeccionadas em cerca de dois dias.

O levantamento feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2004, no Brasil, mostrou que o número de trabalhadores informais soma 38.6% da população economicamente ativa o que representa 13.860.868 pessoas, das quais, 200 mil trabalham com a reciclagem de lixo urbano.

O Brasil produz diariamente cerca de 241.614 toneladas de resíduos sólidos e apenas 55.571,22 recebem tratamento de reciclagem.

Em pesquisa realizada no ano de 2003, o IBGE constatou que o trabalho informal gerou 17.6 bilhões de receita deixando clara a importância da reciclagem nos aspectos financeiro e principalmente ambiental.

O mercado da reciclagem no Brasil e especificamente no município de São Paulo permite a recuperação e a reciclagem de aparas que seriam endereçadas à disposição final.Os 200.000 trabalhadores envolvidos no processo encontram-se nas ruas, em centrais de reciclagem ou em cooperativas de beneficiamento.

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